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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Cacete Mágico



Há muitos anos, um pai mandou o filho correr o mundo para ter dinheiro porque eles eram pobres.

O menino foi ter a casa de um carpinteiro e aí começou a trabalhar.

O rapaz ficou lá a trabalhar uns tempos.

O menino teve saudades do pai e quis voltar para casa.

O carpinteiro deu-lhe uma mesa mágica.

O menino viu que era uma longa viagem e resolveu dormir numa estalagem.

Quando o menino chegou à estalagem, mostrou a mesa mágica a toda a gente.

Entretanto, ele foi dormir e o homem da estalagem trocou a mesa mágica por outra mesa semelhante.

Passado algum tempo, o rapaz chegou a casa e deu muitos beijinhos e abraços ao seu pai.

O rapaz ia tão feliz para mostrar a mesa e as maravilhas que ela fazia.

Ele estava muito entusiasmado e disse muitas e muitas vezes as palavras mágicas mas a mesa nunca dava nada.

Então, ele decidiu pedir auxílio ao carpinteiro.

Algum tempo depois o rapaz chegou ao seu local de trabalho.

Aí, ele contou ao carpinteiro tudo o que lhe tinha acontecido.

O carpinteiro deu-lhe um saco roxo e disse:

-Só abres o saco na estalagem.

Saindo da casa do carpinteiro, o rapaz andou muito até ficar cansado e decidiu ir dormir na estalagem.

O rapaz foi tomar uma bela banhoca à casa de banho da estalagem. Depois de se lavar, foi lavar os dentes.

Todo contente, foi para a sua bela caminha vestir o seu pijama com bonequinhos e deitou-se.

Passado um tempinho, ele adormeceu.

Assim que ele adormeceu, o senhor da estalagem entrou muito silencioso para o quarto.

A seguir, ele pensou que no saquito roxo, havia grandes riquezas.

Abriu o saco e saiu de lá um cacete mágico que lhe bateu.

O rapazinho acordou e deu conta de tudo.

O senhor da estalagem, sem hesitar, contou a verdade:

-Há dias troquei a tua mesa por a minha porque a tua fazia- me comida com a sua magia e agora abri o saco roxo, de lá saiu um cacete.

Depois, o rapaz voltou para casa com a sua mesa mágica.

E trouxe o cacete mágico dentro do saco roxo.

O pai do menino que era alfaiate, com o dinheiro que ele gastava para comprar a comida, agora seria para outras coisas e quando fosse preciso comida o rapaz dizia as palavras mágicas e a mesa enchia-se de iguarias.

Depois de leres o conto, copia este link


http://aectic.no.sapo.pt/cacete_magico.htm

e joga.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Cruzamento de linhas


O desafio desta semana é o seguinte:


O Mário marcou, pelo telefone, um encontro com o Carlos.
O Sr. Correia, pelo mesmo meio de comunicação, propôs à mulher uma ida ao cinema. Aconteceu porém que as linhas se cruzaram...


Procura reconstruir os diálogos
Envia a tua proposta para cleitura@mail.com


Ficamos à espera da tua participação.

-Está?
-Está? És tu, Susana?
-O Carlos está?
-Está sim. Que há?
-Sou eu mesmo. Quem fala?
-Nada, é só para saber se queres ir esta noite ao Tivoli.
-Dizem que o filme é muito bom. Estás interessada?
-Sou eu, o Mário. Como vai isso?
-Se estou... Acho que tiveste uma óptima ideia. Oxalá arranjes bilhetes.
-Óptimo! E tu que tens feito?
-Penso que sim, é segunda-feira...
-Então talvez agora nos pudéssemos encontrar.
-Tens razão, normalmente às segundas- feiras há pouca gente.
-Tenho andado com muito trabalho esta semana. Tive um ponto de Português e outro de Matemática.
-Está pronta às 8.
-Claro. Podia lá faltar!
-É por isso que te telefono. Amanhã vem cá o António e o Diogo e gostava que tu viesses também.
- Pode ser?
-Está descansado. Estarei pronta.
-Por volta das 4 horas. Está bem?
-Então até logo.
-Até amanhã.
-Está óptimo. Saio da escola às 3.
-Vai ser uma tarde bem passada. Tirei umas fotografias para um trabalho de Ciências e gostava de
ouvir a tua opinião. A que horas podes vir?
-Então está combinado. Até amanhã, Mário.
-Até logo, querido.
-Até amanhã, Carlos. Cá te espero às 4.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Família dos Is



- Ilda é o nome da minha tia. Ildefonso é o nome do meu tio, irmão do meu pai que se chama Inácio. Tenho um avô Isidro e uma avó Isaura. A minha mãe chama-se Irene e os pais da minha mãe, Ilídio e Isolina.
Mas há mais: há a minha prima Inês, a tia Idalina, casada com o Doutor Isidoro, as minhas primas Isilda e Isabel e a minha irmã Ivone, que ainda é muito pequenina para saber o nome.
Quem assim fala dos seus parentes, todos da ilustre família dos Is grandes, é o I ainda pequeno.
- Chamo-me Ivo - diz ele. - Era para ser Hilário, calculem!
Mas o meu avô Isidro, quando isto ouviu, segredou ao meu tio Isidoro e o meu tio Isidoro segredou à minha prima Isilda e a minha prima Isilda segredou ao meu tio Ildefonso e o meu tio Ildefonso deu um encontrão ao meu pai, que se preparava para escrever Hilário no livro do registo, e disse-lhe em voz alta: "Hilário é com H, homem!
" O meu pai ficou muito corado e então escreveu por cima: "Ivo". E Ivo fiquei.
Sou de Ílhavo, mas também podia ter nascido numa ilha qualquer ou em Itália, quem sabe... Ainda lá gostava de ir, um dia, de iate, claro.
Hão-de estranhar que tenha nascido em Portugal, que não começa por I, mas não se esqueçam que está situado na Península Ibérica, pois então?
Nunca me perco. E não julguem que sou ignorante. Antes pelo contrário, tenho muitas ideias e algumas fixas.
Por exemplo: gostava, quando for grande, de ser ilusionista. Ivo, O Ilusionista imbatível, inimitável, incrível! Isto num grande cartaz iluminado. Claro que é tudo imaginação, faculdade de que não sou desprovido, podem crer.
Devem talvez achar a minha conversa uma tontice da infância, uma ingenuidade, uma manifestação de inocência. Acham que falo caro, que falo importante? Talvez.
Conheço como os meus dedos todas as palavras do dicionário começadas por I.
De indicador espetado aprendi a ler todas elas. Perguntem-me o que é intempérie. Eu sei. O que é intelectual. Eu sei. O que é invólucro. Eu sei. Sou o sábio dos Is. Tanto assim que, quando em pequeno me perguntavam quais eram as vogais, eu recitava assim: I, A, E, O, U. Porque é que o A há-de ser o primeiro?
Inteligente e instruído começam por I, tal como eu.
E, por favor, não me chamem idiota!

António Torrado

Amiguinhos,
o desafio desta semana é um pouco mais complicado, mas não menos interessante.
Proponho que, depois de leres e releres o texto "A Família dos Is" de António Torrado, imagina que era o e pequeno, o Ernesto, a contar a sua história. Seguindo a fala do Ivo, escreve a fala do Ernesto, procedendo às necessárias adaptações (usa a 1.ª pessoa, como se fosses tu o e pequeno)
Podes também partir da inicial do teu nome próprio para escrever a história dessa letra.
O melhor texto será publicado aqui no nosso blogue e no Jornal do Agrupamento.


Fico à espera dos vossos textos.