segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Carta


Meu querido amigo Gato Amarelo,

Ainda que um pouco tarde, venho dar-te as minhas notícias, pedir-te perdão da maneira como te deixei. Deste-me o melhor conselho que me podiam dar: vir para a cidade. Passei maus bocados, é certo, mas agora sou feliz. Moro nos arredores de uma linda cidade e tenho um jardim só para mim. Às vezes empresto-o a Clara, a minha pequena dona. Como a morada vai no remetente, espero que um dia me venhas visitar. Hei-de então contar-te uma história de foguetões... Fica sabendo que este teu amigo já foi astronauta, actor de teatro, modelo – uma personagem, enfim! Hoje, porém sou um pacato cidadão.
Uma novidade: tornei-me desportista como tu. A minha dona ofereceu-me um ratinho de corda e brinco com ele. É um óptimo exercício podes crer. Queres que te mande um de presente? Quanto a caçar ratos verdadeiros, é um assunto arrumado: sou e serei sempre um gato pacifista!
E fico por aqui. Clara, a minha dona, manda-te cumprimentos.

Eu, um cordial aperto de pata,
Estrelinha

Madalena Gomes, Estrelinha, O Gato Astronauta, Ed. ASA

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